A secretária de Saúde de Cuiabá, Danielle Carmona, é o retrato da desconexão entre o comando e a base da saúde pública. Enquanto tenta cortar o adicional de insalubridade dos servidores, Carmona — apelidada de “secretária marajá” — exibe nas redes sociais uma rotina de joias, grifes e poses ensaiadas, como se vivesse num mundo à parte da realidade dos postos e hospitais da capital.
Com um salário mensal de R$ 33.424,64, a secretária parece não enxergar o drama dos profissionais que enfrentam plantões exaustivos e ambientes insalubres. Entre um story e outro, Carmona desfila ostentação e vaidade, enquanto a saúde de Cuiabá se afunda no caos. Essa é a secretária marajá do prefeito Abílio Brunini — muita pose, pouco trabalho e zero empatia com quem carrega o sistema nas costas.


