O Réveillon de 2026 escancara a disputa entre capitais por grandes atrações musicais, e São Paulo assume a dianteira ao contratar os shows mais caros entre as cidades analisadas. A capital paulista pagará R$ 1,35 milhão — valor máximo do ranking — para Simone Mendes e Ana Castela, consolidando o evento como o de maior investimento unitário em cachês artísticos na virada do ano.
No ranking paulistano, além do topo dividido entre Simone Mendes e Ana Castela, aparecem João Gomes (R$ 1 milhão), Maiara & Maraisa (R$ 900 mil), Belo (R$ 800 mil) e Latino (R$ 400 mil). Já Brasília ocupa a segunda faixa de maiores valores, com Ana Castela e Lauana Prado recebendo R$ 1,2 milhão, seguidas por Carlinhos Brown (R$ 750 mil), Calcinha Preta (R$ 690 mil) e Murilo Huff (R$ 650 mil).
Em Salvador, a estratégia é diferente: menos concentração no topo e maior diversidade de atrações. O ranking local é liderado por Ivete Sangalo e Jorge & Mateus (R$ 1 milhão), seguidos por Alok (R$ 850 mil) e um bloco numeroso na faixa de R$ 800 mil a R$ 750 mil, que inclui Simone Mendes, Nattan, Mari Fernandez, Pabllo Vittar, Bell Marques e Matheus & Kauan. Os números reforçam que, embora o discurso oficial seja o impulso ao turismo, a comparação direta de cachês expõe prioridades distintas e impõe um debate inevitável sobre transparência, retorno econômico e custo para o contribuinte.


