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R$ 950 mil para associação: Deputado Nininho entra no circuito e despeja fortuna na misteriosa AMC que poucos conhecem.

A AMC – Associação Mato-Grossense de Cultura, comandada pelo quase desconhecido músico Marcos Levi de Barros, voltou a movimentar cifras robustas oriundas de emendas parlamentares. Neste mês de abril, foram empenhados nada menos que R$ 950 mil, com a assinatura do deputado estadual Nininho. Os recursos, conforme registros do Relatório de Transparência, sairão das secretarias de Estado de Cultura e do Fundo de Desenvolvimento Desportivo. O vultoso repasse reacende as interrogações sobre a entidade, cuja existência permanece praticamente ignorada mesmo entre agentes culturais de Cuiabá.

Apesar de estar formalmente registrada desde 2013 com a finalidade de atuar em organizações culturais (CNAE 94.93-6-00), como blocos carnavalescos, cineclubes ou grupos de fotografia, a AMC ainda não apresentou à sociedade nenhum projeto de impacto, tampouco possui notoriedade ou reconhecimento público. Profissionais da cultura ouvidos pela reportagem foram unânimes em afirmar que jamais viram qualquer ação concreta da entidade.

O que torna este novo episódio ainda mais intrigante é o perfil do parlamentar envolvido: até então, os maiores repasses à AMC vinham sendo realizados por deputados do chamado “baixo clero” da Assembleia Legislativa. Nininho é o primeiro integrante do “alto clero” a entrar no circuito milionário de repasses para a entidade, o que elevou a temperatura nos bastidores. O movimento financeiro da AMC é cada vez mais expressivo — e o silêncio em torno de seus resultados, cada vez mais ensurdecedor. Seguiremos buscando os vínculos políticos e operacionais por trás dessa associação que, até aqui, continua pouco visível aos olhos da cultura, mas muito visível aos cofres públicos.

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