O chamado escandaloso acordo da Oi, firmado pelo governo de Mauro Mendes, que envolveu o pagamento de R$ 308 milhões em recursos públicos, ganha contornos ainda mais graves quando comparado à realidade da saúde pública em Mato Grosso. Especialistas e profissionais da área apontam que esse valor seria suficiente para manter, modernizar ou até adquirir cerca de seis unidades do porte da Santa Casa, garantindo atendimento digno à população por vários anos. Enquanto isso, a Ação Popular que questiona o acordo segue apontando possível lesão ao erário, sem que até agora o governo tenha apresentado explicações convincentes à sociedade.
Ao mesmo tempo, a tradicional Santa Casa de Cuiabá, que durante décadas salvou vidas e atendeu milhares de cuiabanos e mato-grossenses, caminha para o leilão, após o governador declarar que não tem interesse na unidade. A postura gera indignação, já que o hospital sempre foi um símbolo do atendimento aos mais pobres e do compromisso social do Estado. Para muitos, o contraste entre bilhões destinados a acordos questionados e o abandono de um patrimônio da saúde pública expõe prioridades distorcidas e reforça a percepção de que o povo ficou em segundo plano nas decisões do atual governo.


