O PT de Mato Grosso encolheu a ponto de caber em uma Kombi, dominado por uma velha guarda que se recusa a abrir espaço para a renovação. Liderado pela ex-deputada Rosa Neide e pelo deputado estadual Lúdio Cabral, o partido se transformou em um reduto de vaidades e disputas internas, isolado politicamente e cada vez mais distante da sociedade mato-grossense. A legenda — que perde votos e protagonismo a cada eleição — é hoje marcada por um sectarismo ultrapassado, que destrói alianças e enfraquece até mesmo o projeto nacional do presidente Lula.
Rosa Neide é apontada por aliados por ter se apropriado politicamente do projeto de auxílio a órfãos do feminicídio, idealizado e executado pela primeira-dama Márcia Pinheiro em Cuiabá, sem jamais reconhecer publicamente sua origem. Já Lúdio Cabral, que se vende como “bonzinho”, é visto internamente como um articulador sem escrúpulos e ardiloso. Recentemente, afirmou falsamente que toda a bancada federal de Mato Grosso votou pela anistia, omitindo que o deputado Emanuelzinho (MDB) — líder do governo Lula na Câmara Federal — votou contra. O episódio reforçou sua fama de desonestidade intelectual e política, corroendo ainda mais a credibilidade do PT mato-grossense.
Para completar o desgaste, nem Lúdio nem Rosa Neide citaram o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, nas divulgações da entrega de maquinários do governo federal aos municípios de Mato Grosso — mesmo ele sendo um dos principais articuladores do projeto de Lula no estado. O silêncio revela a disputa mesquinha dentro do partido, que parece ignorar quem realmente sustenta a presença petista local. Enquanto Lula segue popular, o PT de Mato Grosso afunda em irrelevância, prisioneiro do radicalismo e de dirigentes que confundem militância com feudo pessoal.


