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Prometeu 10 mil casas no programa de governo, mas não entregou nenhuma: em 2025 só Lula trouxe o Minha Casa Minha Vida; a prefeitura ficou no discurso — acorda, Abílio Brunini, ainda restam 3 anos

No plano de governo apresentado na campanha, Abílio Brunini estampou a promessa de 10 mil novas casas para Cuiabá, com linguagem otimista, metas amplas e aquele tom de quem já tinha a chave na mão. Um ano depois, o que há de concreto — no sentido literal — veio de fora: as unidades do Minha Casa Minha Vida, política federal retomada pelo governo Lula. Do ponto de vista estritamente factual, não houve lançamento, edital ou obra municipal que materialize a promessa das 10 mil moradias neste primeiro ano.

O contraste é didático. Enquanto Brasília executou, Cuiabá discursou. Não é crime prometer, nem pecado planejar; o problema começa quando o planejamento não sai do papel e a promessa segue existindo apenas no PDF do plano de governo. Até aqui, o município não apresentou cronograma público, áreas definidas, parcerias formalizadas ou números que indiquem o início do cumprimento da meta anunciada ao eleitor.

A favor do prefeito, o calendário: faltam três anos de mandato para transformar slogan em política pública verificável. Contra, a matemática simples da gestão: casa prometida que não começa vira cobrança acumulada. A cidade agradeceria menos marketing e mais canteiro de obras — porque lar se constrói com tijolo, não com retórica.

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