Apesar de afirmar em vídeo divulgado nas redes sociais que a Secretaria Municipal de Educação estaria “fazendo o necessário” para resolver os problemas estruturais das escolas, o secretário Amauri Monge não apresentou dados detalhados, documentos públicos ou cronograma oficial que comprovem as ações citadas.
Na gravação, o gestor declarou que mais de 40 unidades teriam recebido intervenções e que cerca de R$ 1,5 milhão foi repassado para ações emergenciais. No entanto, até o momento, a Prefeitura de Cuiabá não divulgou, em seus canais oficiais, a lista das escolas beneficiadas, os valores individualizados, os contratos firmados ou os relatórios técnicos que embasaram esses investimentos.
Segundo o secretário, um relatório “circunstanciado” sobre os problemas da rede teria sido entregue ao Ministério Público em abril do ano passado. Porém, não há informação pública sobre a abertura de procedimentos, termos de ajustamento de conduta (TAC) ou prazos oficiais decorrentes desse documento junto ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Além disso, ao prometer a entrega de quatro novas unidades “após o carnaval”, Amauri Monge não informou os endereços, os valores das obras, as empresas responsáveis ou as datas exatas de conclusão, o que dificulta a fiscalização por parte da sociedade.
O discurso também vinculou os investimentos ao apoio do prefeito Abílio Brunini, reforçando o caráter político da manifestação. Ao mesmo tempo, o próprio secretário reconheceu que “ainda temos problemas”, sem detalhar quais são, nem apresentar um plano público de solução.
Enquanto isso, pais, servidores e estudantes continuam relatando falta de professores, problemas estruturais, falhas na climatização, carência de materiais e atrasos em obras em diferentes unidades da capital.


