A presidente do Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso, a enfermeira Bruna Santiago, fez um duro pronunciamento neste domingo ao denunciar mais um episódio de violência contra profissionais da saúde em Cuiabá. Segundo ela, uma enfermeira foi ameaçada de morte enquanto trabalhava em uma UPA da capital. O caso se soma a outras agressões recentes, incluindo uma médica e uma técnica de enfermagem atacadas há cerca de um mês, sem que medidas efetivas tenham sido adotadas desde então.
Bruna Santiago foi direta ao cobrar responsabilidade da gestão municipal e questionou a ausência de protocolos de segurança nas unidades de saúde. “Cadê vigilância, controle de acesso, equipes protegidas e respaldo para quem está na linha de frente?”, indagou. Para a presidente do Coren-MT, a repetição dos casos expõe omissão do poder público e um modelo de gestão que reage apenas com notas oficiais. “Quem cuida de vida não pode trabalhar com medo. Violência não se resolve com nota de repúdio, se resolve com gestão responsável”, afirmou, destacando que a falta de ação dos gestores também os torna responsáveis pelos riscos enfrentados diariamente por enfermeiros, técnicos e médicos.


