Parte 2
O acordo firmado pela gestão Abílio com a startup Motrix permite não só a transferência internacional e comercialização de dados pessoais de alunos e professores, como também abre brechas perigosas para o uso político dessas informações. Ao autorizar que terceiros tenham acesso ao banco de dados da Prefeitura, a Secretaria de Educação de Cuiabá expõe a rede pública ao risco de que esses dados sejam usados para fins eleitorais ou perseguições institucionais — como, por exemplo, campanhas de desinformação direcionadas a pais de alunos para atacar professores e sindicatos.
O vereador Jeferson Siqueira (MDB) demonstrou publicamente essa preocupação e cobrou explicações da Prefeitura, alertando para o uso indevido dos dados em ações de comunicação política contra os profissionais da educação. Especialistas e fontes ligadas ao setor de tecnologia ouvidas pelo Blog do Popó também reforçaram o alerta: o prefeito Abílio Brunini precisa ter extremo cuidado com esse banco de dados sensível, para que ele não seja utilizado de forma indevida em nome de sua gestão. A gravidade do caso levou o Ministério Público de Mato Grosso a abrir um procedimento investigativo. A denúncia foi revelada pelo jornalista Lázaro Thor, do site PNB Online.


