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Prefeito Abílio silencia na Justiça e vira alvo de queixa-crime por ofensas a advogada

Mesmo após constituir advogado e ser formalmente intimado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso para prestar esclarecimentos sobre declarações feitas em agosto de 2025, o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, optou por não responder aos quesitos apresentados em interpelação judicial movida pela advogada Karime Oliveira Dogan. O procedimento teve como base o artigo 144 do Código Penal, que permite à vítima pedir explicações quando se sente ofendida por declarações públicas. A defesa da advogada, patrocinada pelo advogado Ricardo Corbelino, informou que irá protocolar, na próxima semana, queixa-crime por supostos crimes contra a honra.

A decisão judicial reconheceu que o prefeito teve plena ciência do processo, chegou a habilitar advogado nos autos, mas permaneceu inerte, deixando de esclarecer o teor de suas falas, que foram amplamente divulgadas em canais oficiais e redes sociais. Com o encerramento da fase de interpelação, os autos foram entregues à autora, que agora pretende buscar responsabilização criminal. Especialistas em direito penal apontam que o silêncio não implica condenação automática, mas reforça o direito da parte ofendida de levar o caso à Justiça para análise em ação penal própria.

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