A gestão do coronel César Augusto de Camargo Roveri à frente da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso passou a ser duramente questionada diante dos índices de violência letal registrados no estado, especialmente os relacionados aos homicídios e aos crimes contra mulheres. Mesmo com variações ao longo dos anos, dados recentes colocam Mato Grosso em posição de alerta no cenário nacional, com crescimento proporcional de mortes violentas em determinados períodos e descompasso em relação à tendência de redução observada no país.
O quadro é ainda mais sensível no enfrentamento ao feminicídio, em que o estado figura entre os que apresentam taxas mais elevadas proporcionalmente, revelando a persistência de uma violência estrutural que especialistas apontam como desafio além da ação policial. A dificuldade em reduzir de forma consistente as mortes intencionais, sobretudo de mulheres, reforça o debate sobre a efetividade das políticas públicas adotadas e sobre o legado da atual gestão na proteção à vida.


