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Pela Instalação de uma CPI nas Concessões das Rodovias e na BR-163 em Mato Grosso – Urgente

Senhoras e senhores de Mato Grosso,

Venho a público, com responsabilidade e compromisso com a verdade, denunciar uma rede de relações empresariais e políticas que ameaça a integridade da administração pública no nosso estado. Os fatos são graves. E os envolvidos são poderosos. Mas o povo de Mato Grosso merece respostas, transparência e justiça.

Nos últimos meses, vimos a consolidação de um sistema bilionário de concessões rodoviárias, onde os principais beneficiários têm laços diretos com a família do governador Mauro Mendes. O empresário Cláudio Zopone, sócio do filho do governador, arrematou o maior lote de concessão de rodovias estaduais — um trecho estratégico de 418 km, com projeção de arrecadar quase R$ 7 bilhões em pedágios.

Esse mesmo empresário já mantém outras sociedades e contratos com o filho do governador, em áreas como construção civil e energia, e já foi denunciado por crimes ambientais. Estamos diante de um evidente conflito de interesse, onde o que deveria ser concorrência pública virou negócio de família?

Mas isso não para por aí.

José Aparecido dos Santos, o Cidinho, ex-suplente de senador e atual presidente da Nova Rota do Oeste, tornou-se o operador-chave desse jogo de bilhões. Sob sua gestão, a Nova Rota contratou empresas que compraram uma mineradora dele próprio — a MID Mineração, responsável pela extração de basalto, insumo essencial para as obras viárias.

Cidinho negociou com empresas contratadas pela própria Nova Rota do Oeste, no exercício do cargo que ocupa o de presidente do conselho executivo. Um ciclo fechado de interesses cruzados, negócios próprios, contratos públicos e favorecimento entre aliados.

Isso é, no mínimo, imoral. E, muito possivelmente, ilegal.

Por isso, defendemos a imediata instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, com os seguintes objetivos:
1. Investigar as concessões de rodovias estaduais vencidas por empresas com vínculo direto à família do governador;
2. Auditar todos os contratos firmados pela Nova Rota do Oeste durante a gestão de Cidinho Santos;
3. Apurar possíveis atos de improbidade administrativa, tráfico de influência, fraude em licitação e conflito de interesses;
4. Responsabilizar quem tiver utilizado o poder público para enriquecer a si ou a seus aliados.

Mato Grosso não pode ser um território de negócios privados travestidos de política pública. Concessão de rodovias, recursos do BNDES, contratos de mineração — tudo isso pertence ao povo, não a meia dúzia de sócios e apadrinhados.

Se há verdade, que ela venha à tona. Se há crime, que haja punição. E se há silêncio, que a CPI o quebre.

O povo de Mato Grosso está de olhos abertos. Nós não aceitaremos ser coadjuvantes num teatro de poder, onde os protagonistas se revezam entre o palácio, as empresas e os cofres públicos.

É hora de investigar. É hora de agir. É hora da CPI.

Muito obrigado.

Popó Pinheiro é jornalista e Gestor publico

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