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Pedro Taques cresce no eleitorado de centro, ocupa espaço antes exclusivo de Mauro Mendes e capitaliza desgaste da segurança pública

O ex-governador Pedro Taques reaparece competitivo na corrida ao Senado ao avançar justamente sobre o eleitorado de centro, segmento que até então estava praticamente consolidado em torno do atual governador Mauro Mendes, que já se comportava como virtual eleito para uma das vagas em 2026. O movimento de Taques rompe essa sensação de tranquilidade, introduz risco real ao projeto do governador e reabre o jogo em um campo que parecia pacificado.

Um dos vetores centrais desse crescimento é o desgaste da segurança pública na gestão Mauro Mendes, frequentemente mal avaliada na percepção social e em levantamentos especializados. O tema pesa especialmente no voto de centro e na classe média urbana, mais sensíveis à sensação de insegurança e à cobrança por resultados concretos do Estado. Ao assumir Mauro como antagonista direto, Taques passa a dialogar com esse eleitorado e, ao mesmo tempo, esse novo arranjo acaba favorecendo o ministro Carlos Fávaro, candidato à reeleição, que corre praticamente sozinho pela raia da esquerda e ainda captura uma fatia relevante do centro, beneficiando-se da fragmentação do campo governista.

Sem romantização, o cenário ainda é de disputa em formação, não de definição. Pesquisas neste estágio medem tendência e reposicionamento, não voto consolidado. Para transformar esse avanço em viabilidade eleitoral, Pedro Taques precisará sustentar o discurso com dados verificáveis, ampliar alianças e construir capilaridade fora do ambiente digital. Ainda assim, o fato político é inequívoco, Taques deixou de ser um nome periférico e se tornou uma ameaça concreta à pretensão de Mauro Mendes de chegar ao Senado sem sobressaltos, enquanto o reposicionamento do centro redesenha oportunidades para outros atores da disputa.

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