A Ação Popular protocolada pelo ex-governador Pedro Taques na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aponta que o acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi S.A., no valor de R$ 308.123.595,50, resultou em R$ 228 milhões destinados a particulares, após a operação financeira ter sido estruturada por meio de fundos de investimento em cascata. Segundo a petição, os recursos públicos terminaram irrigando empresas ligadas a agentes políticos influentes no atual grupo de poder do estado, configurando grave lesão ao erário. A ação também foi protocolada junto à Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília, para apuração de possíveis responsabilidades em âmbito federal.
Entre os beneficiários finais listados na ação estão José Aparecido dos Santos (Cidinho), ex-senador; Hélio Palma de Arruda Neto (Helinho), genro do senador suplente Mauro Carvalho; Fernando Robério de Borges Garcia (Berinho), pai do deputado federal Fabio Garcia; e Fabio Paulino Garcia (Fabinho), deputado federal. O documento afirma que empresas associadas a esses nomes receberam investimentos provenientes dos fundos que operaram os valores do acordo, após sucessivas camadas financeiras criadas para dificultar a rastreabilidade do dinheiro público.
A petição registra ainda que os principais fundos envolvidos na operação — Royal Capital, Lotte Word e Coliseu — são administrados e custodiados pela Master S.A. Corretora, instituição financeira pertencente ao grupo Banco Master, inserindo o conglomerado bancário na engrenagem financeira que movimentou os recursos do acordo. A ação pede a anulação do pagamento, o bloqueio dos valores e a responsabilização dos agentes públicos envolvidos. Até o momento, não há decisão judicial sobre o mérito, tratando-se de acusações formais sob análise do Judiciário e dos órgãos de controle


