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Obra em construção há 35 anos, hotel do pai de Fabinho Garcia volta ao centro de escândalo — recebeu verba da Sudam nos anos 90 e agora é reerguido com parte dos R$ 308 milhões da Oi via fundos ligados ao filho do governador e a Engeglobal

Um dado explosivo expôs o possível fio da meada de um escândalo bilionário: um mês antes de o escritório Ricardo Almeida receber oficialmente os R$ 308 milhões em créditos da Oi S.A., o fundo Golden Bird já registrava em suas demonstrações financeiras a posse de R$ 66 milhões “referentes à ação da Oi”. O pagamento só foi homologado em abril de 2024, mas os dados contábeis foram publicados em março, revelando o que pode ser um vazamento privilegiado, fraude ou simulação de operação. Esse mesmo fundo foi irrigado com dinheiro público do Governo de Mato Grosso, levantando graves suspeitas de favorecimento a empresários ligados ao secretário-chefe da Casa Civil de Mauro Mendes, Fábio Garcia.

O destino do dinheiro também causa espanto: parte dos recursos foi destinada à Engeglobal, empresa do pai de Fábio, para a conclusão do Cuyaba Golden Hotel — um empreendimento que se arrasta há 35 anos, marcado por escândalos desde os anos 1990, quando recebeu recursos da Sudam e nunca foi entregue. O hotel virou símbolo do desperdício de dinheiro público e agora ressurge no epicentro de um novo escândalo, irrigado por acordos milionários com o governo estadual e fundos associados à família do governador Mauro Mendes. O caso está sob investigação do Ministério Público.

Fonte : UOL

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