A empresária Margareth Buzetti, que virou senadora na vaga deixada pelo ministro Carlos Fávaro, virou alvo de denúncias no portal UOL por atuar em benefício próprio dentro do Congresso Nacional. Segundo a reportagem do UOL Prime, a parlamentar — que é dona de uma rede de reforma de pneus — usou o mandato para propor a redução de impostos e tarifas que favorecem justamente as empresas de recauchutagem. A revelação caiu como uma bomba, expondo como suplentes de senadores, que muitas vezes não receberam um único voto direto, utilizam a estrutura do Estado para legislar em favor de seus próprios bolsos e empresas.
O motivo da citação no podcast foi o flagrante conflito de interesses: enquanto deveria representar o povo de Mato Grosso, Buzetti focou em projetos que aliviam a carga tributária de seu ramo de atuação empresarial, a “Buzetti Pneus”. No programa, os âncoras ironizaram a defesa da senadora, que alegou estar ajudando “todo o setor” e não apenas a si mesma, apontando que o argumento ignora o fato básico de que ela é uma das principais beneficiárias da medida. O caso serve como exemplo do “balcão de negócios” em que se transformou a suplência no Senado, onde o interesse público é atropelado pela conveniência particular.


