O encerramento do ano legislativo na Câmara Municipal de Cuiabá foi marcado por um clima de constrangimento e desgaste político. No plenário, a vereadora Maysa Leão foi flagrada visivelmente aliviada no momento em que a presidente da Casa anunciou o fim da sessão e o encerramento dos trabalhos de 2025. O gesto simbólico — mãos erguidas ao céu — traduziu o peso de uma legislatura que termina sem honra, carimbada pela autorização dada ao prefeito para aumentar o IPTU por decreto, sem o devido enfrentamento político e transparência com a sociedade.
A chamada “Casa dos Horrores” fecha o ano de forma melancólica ao abdicar do seu papel fiscalizador e empurrar para o Executivo uma decisão que impacta diretamente o bolso da população. O alívio demonstrado por Maysa Leão escancara o incômodo de parlamentares que reconhecem a gravidade do que foi aprovado, mas que assistiram ao desfecho sem reação efetiva. Quando o Legislativo se cala e encerra o ano dessa maneira, o prejuízo não é apenas institucional — é democrático.


