A entrega da Ordem do Mérito Mato Grosso pelo governador Mauro Mendes ganhou contornos ainda mais controversos ao incluir entre os agraciados a primeira-dama Virgínia Mendes. A homenagem ocorreu em um ambiente privado, com características de evento social de alto padrão, distante do formato institucional esperado para uma comenda oficial. A escolha gerou estranhamento nos bastidores, já que não houve apresentação pública de critérios objetivos que justificassem a concessão da honraria à própria esposa do chefe do Executivo.
O episódio reforça críticas sobre a condução da cerimônia, que acabou sendo interpretada como uma celebração de caráter pessoal e político, em vez de um reconhecimento republicano amplo. Em fim de mandato, a decisão cria dúvidas sobre o uso simbólico de uma honraria pública em benefício de círculos próximos, além de expor a fragilidade de critérios transparentes na escolha dos homenageados. Para analistas, situações como essa esvaziam o prestígio da comenda e alimentam a percepção de que reconhecimentos oficiais têm sido concentrados dentro do próprio grupo político, em vez de valorizar, de forma plural, nomes que contribuíram para o desenvolvimento do Estado.


