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Mato Grosso sitiado: chacina em Sinop expõe avanço das facções e fragilidade do governo Mauro Mendes

A brutal execução de quatro homens em Sinop, encontrada neste domingo (9/11) em áreas de mata com sinais de tortura, pés e mãos amarrados e tiros na cabeça, escancara a escalada do crime organizado em Mato Grosso e revela um cenário de perda de controle do Estado sobre a segurança pública. Ao lado dos corpos, um bilhete com sentença típica de tribunal do crime — “Não rouba na quebrada, não maltrata morador, vida inocente paga com a vida” — reforça que facções estão ditando regras, impondo medo e executando “justiça paralela”, à revelia do poder público.

Segundo a investigação, o massacre teria sido uma retaliação pela morte de um motorista de aplicativo espancado na última semana, em uma clara demonstração de poder e reorganização territorial das facções. Enquanto peritos trabalhavam no primeiro ponto, um quarto corpo foi localizado em outra região da zona rural, reforçando a capacidade logística e a ousadia criminosa. Em pleno sétimo ano do governo Mauro Mendes no comando do estado, Mato Grosso assiste à expansão de grupos armados e ao crescimento de tribunais clandestinos, indicando que o crime, hoje, avança onde o Estado recua. O episódio traz à tona a pergunta que ecoa nas ruas: quem realmente controla a segurança em Mato Grosso?

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