O ataque do governador Mauro Mendes ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, nesta quinta-feira (7), em Brasília, vai muito além da polêmica sobre impeachment no STF. Nos bastidores, a fala de Mauro, chamando Alcolumbre de “autoritário”, é vista como movimento estratégico para marcar território dentro do União Brasil, já que o senador do Amapá é aliado e amigo pessoal de Jayme Campos — adversário interno de Mauro e hoje seu principal obstáculo na disputa pelo comando do partido em Mato Grosso.
O racha ficou evidente desde que Mauro rifou Jayme da chapa majoritária para 2026, abrindo um clima de queda de braço pela legenda. Com Alcolumbre controlando o União Brasil a nível nacional, a tendência é que, numa disputa direta, Jayme tenha vantagem e mantenha o partido sob seu domínio, deixando Mauro isolado politicamente dentro da própria sigla.
Ciente desse cenário, o governador já estaria sondando novos ares, com fortes sinais de aproximação do PP — partido do ex-senador Cidinho Santos, amigo e sócio de negócios do filho de Mauro. Cidinho, que já foi suplente de Blairo Maggi, pode ser a chave para uma mudança estratégica de sigla, caso a guerra interna no União Brasil se torne irreversível.


