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Governo vai torrar mais R$ 218 milhões no “Parque dos Bilionários”, símbolo do apartheid social da gestão Mauro Mendes

Enquanto bairros de Cuiabá e do interior convivem com ruas esburacadas, falta de saneamento, unidades de saúde sucateadas e déficit habitacional, o governo de Mauro Mendes autorizou mais R$ 218 milhões para a implantação do chamado Parque Novo Mato Grosso, um megaprojeto que vem sendo tratado por críticos como o “Parque dos Bilionários”. A obra, financiada com dinheiro público, aparece no Diário Oficial como uma das prioridades orçamentárias da MT Participações (MT PAR), escancarando a opção do governo por investimentos concentrados e de baixo alcance social.

Os recursos, que poderiam reforçar áreas essenciais como saúde, educação e habitação popular, estão sendo direcionados para um empreendimento voltado a eventos, grandes negócios e interesses de grupos econômicos ligados ao agronegócio. Na prática, trata-se de uma obra bilionária financiada pelo povo mato-grossense, mas planejada para beneficiar uma elite empresarial, especialmente setores ligados à soja e às grandes concessões, aprofundando o abismo entre quem governa, quem lucra e quem paga a conta.

Especialistas em orçamento público apontam que esse tipo de priorização revela um modelo de gestão que privilegia projetos de visibilidade política e retorno privado, em detrimento de políticas estruturantes para a população. Ao concentrar centenas de milhões em um único empreendimento, o governo reforça um cenário de apartheid social, no qual investimentos públicos servem mais para vitrines e alianças econômicas do que para melhorar a vida da maioria dos mato-grossenses.

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