O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, admitiu pela primeira vez a possibilidade de o governo Mauro Mendes comprar a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, que está com leilão marcado. A declaração soa como reação tardia: só veio depois da forte pressão do deputado federal Emanuelzinho (MDB-MT), que vinha articulando diretamente com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para que o governo federal assumisse a instituição.
Na prática, foi a ofensiva política em Brasília que obrigou o Palácio Paiaguás a se mexer. Antes, o governo estadual limitava-se a discursos de “avaliação” e “estudo de viabilidade”. Agora, diante do risco de perder o protagonismo para o governo federal, Gilberto correu para anunciar que os serviços não serão interrompidos e que a compra pelo Estado está na mesa.
O episódio expõe mais uma vez o improviso da gestão Mauro Mendes. Se não fosse a pressão de Emanuelzinho e do Ministério da Saúde, o destino da Santa Casa continuaria no limbo. O hospital centenário virou peça de disputa política, mas quem paga o preço da demora são os pacientes e servidores que dependem dele para sobreviver.


