Nos últimos dois dias, a pacata Brasnorte, no norte de Mato Grosso, virou cenário de filme – mas não de ação heroica, e sim de faroeste ao estilo “Novo Cangaço”. Teve assalto a banco, roubo de caminhonete e, claro, a já tradicional ausência total de segurança pública. A cidade contava com dois – isso mesmo, dois – policiais militares de plantão e nenhum policial civil. Tudo isso enquanto o governador Mauro Mendes posa de xerife do “Tolerância Zero” e seu secretário de segurança, César Roveri, continua sua carreira como assessor de eventos da primeira-dama ostentação Virgínia Mendes.
Enquanto a população se desespera, Roveri segue tirando selfies em casamentos de luxo, ajudando a carregar as bolsas da primeira-dama em viagens à Índia e organizando premiações para homenageá-la nas corporações que ele deveria comandar. Aparentemente, o programa “Tolerância Zero” só vale para pobres, pequenos e sem padrinho político, porque para o crime organizado a tolerância é máxima – com direito a buffet, tapete vermelho e tempo livre pra comemorar os assaltos nos botecos mais badalados da cidade.
A tragédia de Brasnorte é o retrato escancarado do fracasso da segurança pública em todo o estado. Enquanto o casal Mendes desfilam escoltados por mais de 80 seguranças, o povo do interior precisa rezar pra que os bandidos pelo menos sejam educados. Governador, a única coisa com tolerância zero hoje é a paciência da população com um governo que terceiriza a segurança pra sorte e o improviso. E Roveri, o secretário que virou concierge da madame, precisa decidir se comanda a pasta da segurança ou a agenda de eventos da Virginia Mendes. Porque de comandante de polícia, ele só tem a farda – e olhe lá.
Nos últimos dois dias, a pacata Brasnorte, no norte de Mato Grosso, virou cenário de filme – mas não de ação heroica, e sim de faroeste ao estilo “Novo Cangaço”. Teve assalto a banco, roubo de caminhonete e, claro, a já tradicional ausência total de segurança pública. A cidade contava com dois – isso mesmo, dois – policiais militares de plantão e nenhum policial civil. Tudo isso enquanto o governador Mauro Mendes posa de xerife do “Tolerância Zero” e seu secretário de segurança, César Roveri, continua sua carreira como assessor de eventos da primeira-dama ostentação Virgínia Mendes.
Enquanto a população se desespera, Roveri segue tirando selfies em casamentos de luxo, ajudando a carregar as bolsas da primeira-dama em viagens à Índia e organizando premiações para homenageá-la nas corporações que ele deveria comandar. Aparentemente, o programa “Tolerância Zero” só vale para pobres, pequenos e sem padrinho político, porque para o crime organizado a tolerância é máxima – com direito a buffet, tapete vermelho e tempo livre pra comemorar os assaltos nos botecos mais badalados da cidade.
A tragédia de Brasnorte é o retrato escancarado do fracasso da segurança pública em todo o estado. Enquanto o casal Mendes desfilam escoltados por mais de 80 seguranças, o povo do interior precisa rezar pra que os bandidos pelo menos sejam educados. Governador, a única coisa com tolerância zero hoje é a paciência da população com um governo que terceiriza a segurança pra sorte e o improviso. E Roveri, o secretário que virou concierge da madame, precisa decidir se comanda a pasta da segurança ou a agenda de eventos da Virginia Mendes. Porque de comandante de polícia, ele só tem a farda – e olhe lá.


