Com apenas sete meses de gestão, o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, já promoveu impressionantes 16 trocas de secretários municipais, revelando um governo sem planejamento, sem projeto e sem rumo. A dança das cadeiras atinge áreas estratégicas: já foram três trocas na Secretaria de Educação, duas na Assistência Social, duas na SEMOB (Mobilidade Urbana), duas na Limpurb (limpeza urbana), 1 na agricultura , duas na Empresa Cuiabana de Saúde, duas na Agência Reguladora — agora rebatizada de “Cuiabá Regula” — e mais duas trocas na própria Secretaria de Saúde. O vaivém constante indica instabilidade crônica, provocando descontinuidade nas ações e insegurança institucional.
Fontes da própria prefeitura revelam que o ambiente interno é de tensão permanente, e até os mais próximos do prefeito já admitem que Abílio não é levado a sério por sua própria equipe. A gestão é marcada por decisões unilaterais, perseguições, promessas não cumpridas e um voluntarismo desorganizado. Nos bastidores, já se comenta que pelo menos mais um secretário de peso deve entregar o cargo antes de dezembro, engrossando a lista de baixas de uma gestão que, em vez de governar, parece improvisar a cada semana. O clima é de descrença generalizada — dentro e fora do Palácio Alencastro.


