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“Garimpo ilegal transforma o Oeste de Mato Grosso em território de facções e armas de guerra”

Uma escalada de violência digna dos cartéis mexicanos tomou conta da região de Conquista do Oeste, em Mato Grosso. Garimpeiros ilegais, aliados ao crime organizado, avançam sobre terras indígenas e áreas de preservação em busca de ouro que, depois, chega sem controle às joalherias do país. Com o preço recorde do metal no mercado internacional, facções criminosas viram no contrabando uma mina de lucro bilionário — e impõem o terror a quem vive e produz no campo.

Produtores rurais relatam invasões, roubos, furtos e ameaças. Em Pontes e Lacerda, o número de homicídios explodiu após o Comando Vermelho assumir o controle do garimpo Cururu, na terra indígena Sararé. Policiais civis e agentes ambientais encontraram fuzis de uso restrito e até uma metralhadora .50 — capaz de derrubar aeronaves — nas mãos de criminosos. Famílias inteiras estão abandonando suas propriedades por medo de represálias, enquanto pedidos de ajuda já chegaram à Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso.

A reportagem da Band revelou que o ouro extraído ilegalmente percorre fronteiras invisíveis até chegar às vitrines das joalherias, sem nota fiscal e sem rastreabilidade. Enquanto isso, o poder público parece incapaz de conter o avanço de facções que hoje dominam áreas de garimpo, cobram “pedágios” e decidem quem vive ou morre em uma terra sem lei — cenário que moradores descrevem como um “México dentro do Brasil”

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