Uma passageira de um voo comercial procedente de São Paulo registrou, do alto, imagens que expõem a rápida expansão do garimpo conhecido como Casa de Pedra, associado ao filho do governador Mauro Mendes, dentro do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. Indignada, ela encaminhou o material a este blog, relatando que o que antes era um dos cartões-postais naturais do estado transformou-se em um mosaico de cicatrizes abertas no solo, visíveis pela dimensão e pela velocidade do avanço das frentes de extração.
O tamanho do empreendimento assusta e levanta questionamentos diretos sobre fiscalização, licenciamento e responsabilidades em uma área de proteção integral. A legislação ambiental brasileira é clara ao vedar mineração em parques nacionais, e a ampliação acelerada da área degradada reforça a urgência de apuração por órgãos ambientais e de controle. A omissão, aqui, não é neutra: cada dia de expansão consolida danos potencialmente irreversíveis ao bioma e expõe o contraste entre o discurso oficial de preservação e a realidade que se impõe quando interesses privados avançam sobre o patrimônio natural coletivo.


