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Gallo troca de altar: Mauro vira passado e Pivetta passa a ser o novo objeto de devoção

Nos corredores do poder em Mato Grosso, o secretário de Fazenda Rogério Gallo já parece ter atualizado sua bússola política — e ela não aponta mais para Mauro Mendes. Com a renúncia do governador dada como certa para viabilizar sua candidatura ao Senado em 2026, Gallo não perde tempo com nostalgias: antecipa-se, circula, afaga e demonstra uma dedicação quase devocional ao vice Otaviano Pivetta, futuro ocupante do Palácio Paiaguás. A mensagem é clara e nada sutil: quem perde a caneta perde também a atenção. Política, aqui, não é sobre gratidão — é sobre sobrevivência.

O curioso é que o roteiro não surpreende. Gallo já atravessou governos com a mesma desenvoltura com que troca de interlocutores, tendo sido secretário também de Pedro Taques. A lealdade, ao que tudo indica, nunca foi pessoal, mas funcional. Mauro Mendes foi o meio, não o fim. Serviu enquanto entregava poder, espaço e projeção. Agora, sem mais o que oferecer, vira passado administrativo. Nos bastidores, a leitura é ácida: Gallo nunca foi exatamente fiel a Mauro — foi fiel ao projeto de permanecer no centro do poder. E, hoje, quem pode garantir esse centro atende pelo nome de Otaviano Pivetta.

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