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FEITIÇO REVERSO: Mauro Mendes tenta dar “rabo de arraia” no PL e acaba nocauteado no PRD

O governador Mauro Mendes acaba de aprender, da forma mais amarga, que quem joga pedra no telhado de vidro do vizinho não deve deixar a própria porta destrancada. Após meses de uma ofensiva agressiva para tentar arrancar o PL das mãos do senador Wellington Fagundes — numa tentativa clara de canibalizar a direita em Mato Grosso — Mendes provou do próprio veneno. Enquanto o governador se ocupava em arquitetar o “golpe” contra o veterano liberal, a Federação nacional passou a rasteira no seu preposto, Maurinho Carvalho, e tomou o controle do PRD. Agora, o grupo que se achava o dono do tabuleiro político estadual amarga o prejuízo de ver sua chapa de deputados estaduais, que incluía nomes como Gilberto Figueiredo e Paulo Araújo, virar fumaça do dia para a noite.
A reação de Mendes, que saiu disparando ofensas e acusando o partido de ter sido “vendido”, beira o cômico para quem acompanha os bastidores. O governador, que agiu como se o sistema partidário fosse um balcão de negócios para expandir seu império, agora posa de vítima da mesma “mercantilização” que tentou praticar contra Wellington. O episódio deixa claro que, no xadrez de Brasília, o Palácio Paiaguás ainda joga damas: tentou dar o xeque-mate no PL, mas acabou levando um “mico” no PRD. No fim das contas, a soberba de quem achava que mandava em tudo resultou em um exército de candidatos a deputado sem rumo e um governador que, de tanto querer o que era dos outros, acabou perdendo o que já tinha.

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