A Compacta Engenharia e Construções Ltda, empresa controlada por Victor Matheus Peixoto Felisbino — genro de Wagner Santos, irmão do ex-Suplente de senador e atual conselheiro da Nova Rota do Oeste, Cidinho Santos — foi contemplada com um trecho estratégico da duplicação da BR-163/MT. O contrato chama atenção não apenas pelo vulto financeiro e relevância da obra, mas pelo enredo de laços familiares que se entrelaçam no comando das decisões sobre a rodovia.
De um lado, Cidinho Santos exerce papel central como diretor-presidente do conselho executivo da Nova Rota do Oeste, concessionária responsável por administrar e licitar as obras da BR-163. De outro, seu irmão Wener Santos ocupa a presidência da MT PAR, empresa estatal que detém a participação acionária do Estado na concessionária. A conexão direta entre os órgãos decisórios e a empresa beneficiada revela um círculo familiar no centro de uma das maiores rodovias do país.
Embora todas as formalidades jurídicas constem nos registros oficiais — desde o CNPJ até a licença ambiental simplificada já solicitada para implantação de canteiros de obras — a proximidade de laços sanguíneos e políticos levanta questionamentos inevitáveis sobre transparência, isonomia e conflito de interesses na condução das obras bilionárias da BR-163. No coração de Mato Grosso, o asfalto da principal rota logística do agronegócio parece pavimentado também pelas alianças de família.







