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Faltam menos de três meses para o fim da gestão: Mauro Mendes encerra ciclo no Paiaguás sob críticas de impostos altos, arrogância, ostentação e colapso da segurança pública

Faltam menos de três meses para que o governador Mauro Mendes deixe o Palácio Paiaguás, caso confirme sua pré-candidatura ao Senado Federal, já que a legislação eleitoral estabelece o mês de abril como prazo final para a desincompatibilização do cargo. A contagem regressiva simboliza o encerramento de um ciclo político marcado pelo aumento da carga tributária, pela relação conflituosa com a Baixada Cuiabana e por um modelo de gestão frequentemente criticado pelo distanciamento das prioridades sociais da região mais populosa do estado.

No balanço final, a segurança pública surge como um dos pontos mais frágeis do governo. Mato Grosso figura de forma recorrente entre os estados com piores indicadores de violência contra a mulher, com taxas elevadas de feminicídio apontadas por levantamentos nacionais, além do avanço do crime organizado, da sensação de insegurança e da incapacidade do Estado em conter a escalada da violência. Somam-se a esse cenário marcas que passaram a dominar o debate público — arrogância política, ostentação simbólica do poder e decisões administrativas concentradas — elementos que, na campanha eleitoral, tendem a ser confrontados com dados, números e cobranças diretas da sociedade.

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