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Dilmar, Paulo Araújo e Juca do Guaraná lideram ranking de deputados que mais empenharam emendas.

Em levantamento com base em dados oficiais, o deputado estadual Dilmar Dal Bosco lidera o ranking das emendas parlamentares empenhadas com impressionantes R$ 9.715.000,00, seguido de perto por Paulo Araújo (R$ 9.468.500,00) e Juca do Guaraná (R$ 7.192.043,00). Esses três nomes concentram boa parte das destinações orçamentárias feitas via emendas, mecanismo utilizado pelos parlamentares para alocar recursos do orçamento estadual a obras, projetos e entidades em suas bases eleitorais.

Chama atenção que tanto Paulo Araújo quanto Juca do Guaraná, apesar de figurarem entre os que mais empenharam recursos, possuem mandatos de pouquíssimo destaque na Assembleia Legislativa. Em 3 anos e 5 meses de legislatura, não há registros de grandes debates, proposições relevantes ou atuação marcante em comissões. A alta soma empenhada contrasta com a baixa entrega legislativa, o que pode reforçar críticas sobre o uso político e pouco transparente das emendas.

Entre os dez que mais empenharam recursos, também figuram nomes como Claudio Ferreira (R$ 6,2 milhões), Julio Campos (R$ 6,1 milhões), Eduardo Botelho (R$ 5,7 milhões) e Carlos Avalone (R$ 5 milhões), todos com influência expressiva na articulação legislativa do estado. Os valores empenhados, porém, não necessariamente significam que foram liquidados ou pagos na totalidade — o que dependerá da execução orçamentária do governo.

Na outra ponta, destaca-se o baixo volume de empenhos realizados por alguns parlamentares. Janaina Riva, uma das figuras mais conhecidas da Assembleia Legislativa, aparece com apenas R$ 200.000,00 em emendas empenhadas, enquanto Sebastião Rezende destinou R$ 150.000,00 e Wilson Santos R$ 380.000,00. Os números geram questionamentos sobre o critério de distribuição interna de recursos e a força política de cada parlamentar no processo.

O ranking traz um retrato claro das dinâmicas de força dentro da Assembleia Legislativa e reforça a importância da transparência no uso das emendas parlamentares. A desigualdade na distribuição dos recursos revela que o poder de barganha de cada deputado pode ter mais peso do que as demandas reais das regiões que representam.

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