A destituição sumária do diretório estadual do PRD, comandado por Mauro Carvalho, provocou um verdadeiro terremoto político que aniquilou o projeto eleitoral de diversos parlamentares e ex-deputados. Nomes de peso que já haviam consolidado uma articulação robusta para a disputa à Assembleia Legislativa — como Gilberto Figueiredo, Paulo Araújo, Juca do Guaraná, Mauro Savi, Allan Kardec e Moretto — viram o planejamento de meses ruir em um único dia. A chapa, que estava tecnicamente montada e projetava a eleição de pelo menos três deputados estaduais, perdeu sua sustentação jurídica e política, deixando os pré-candidatos em isolamento e sem uma legenda segura para o pleito deste ano.
O desmonte da estrutura partidária ocorre em um momento crítico, invalidando meses de negociações e alianças que uniam deputados atuais e veteranos da política mato-grossense sob a batuta de Carvalho. Com a intervenção da federação nacional, a lista de candidatos que já estava praticamente fechada foi desfeita, forçando essas lideranças a buscarem, às pressas, novas alternativas partidárias para não ficarem fora da disputa. O sentimento nos bastidores é de traição e incerteza, uma vez que o grupo agora se vê “sem teto” e com o capital político ameaçado pela perda da autonomia do diretório que dava garantias à viabilidade de suas candidaturas.


