Os números vergonhosos do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que colocam Mato Grosso em 3º lugar no ranking nacional de estelionatos digitais, são reflexo direto da má condução da Delegacia de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) sob o comando de dois delegados: Ruy Guilherme Peral da Silva e Juliana Chiquito Palhares. Ambos passaram anos à frente da unidade sem apresentar resultados efetivos no enfrentamento ao crime virtual, deixando o estado vulnerável à explosão de golpes e fraudes digitais. O delegado Ruy, que recentemente admitiu ter disparado arma de fogo em uma operação da Polícia de Santa Catarina, deveria, neste momento, estar refletindo sobre a responsabilidade que teve nesse fracasso.
Sua sucessora, Juliana Chiquito, atualmente ocupa o cargo de secretária de Ordem Pública na gestão do prefeito Abílio Brunini. Se o desempenho na DRCI for o parâmetro, a expectativa para sua atuação na pasta é baixa. Em vez de resultados, Juliana parece mais dedicada a interpretar um personagem de gibi policial, preocupada com holofotes e discursos performáticos. Os dados oficiais mostram que a delegacia sob sua chefia falhou, e sua nova função, infelizmente, promete seguir o mesmo roteiro de ineficiência e espetáculo.


