Autoridades políticas com mandato eletivo ouvidas pelo Blog, sob condição de anonimato, manifestaram preocupação após declarações públicas do conselheiro candidato Antônio Joaquim, do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, nas quais ele teria indicado a intenção de chegar à presidência do órgão até 2029, com o objetivo de disputar um cargo eletivo em 2030. Segundo esses interlocutores, a fala intensifica um debate sensível sobre os limites entre a função técnica de um tribunal de contas e projetos pessoais de natureza político-eleitoral.
De acordo com as autoridades ouvidas, o receio é que o TCE deixe de atuar exclusivamente como instância técnica e independente e passe a ser percebido como trampolim político do conselheiro candidato Antônio Joaquim, comprometendo a credibilidade institucional do órgão. A principal preocupação apontada é que a apreciação das contas públicas, que deve obedecer a critérios técnicos e legais, possa ser contaminada por pretensões políticas futuras, fazendo com que decisões típicas de controle externo sejam interpretadas sob uma ótica política, e não técnica. O Blog informa que preserva o anonimato das fontes por se tratarem de agentes públicos em exercício de mandato e reforça que o espaço permanece aberto para manifestação do conselheiro citado, caso deseje se posicionar.


