O clima esquentou nos bastidores do Palácio Paiaguás com a iminente saída de Gilberto Figueiredo, que já admite deixar o União Brasil. Considerado um político de “fiel da balança” apenas no papel, Gilberto carrega o estigma de ter um relacionamento difícil e ser politicamente “pesado”, o que dificulta sua permanência em chapas competitivas. O movimento de saída não é por acaso: ciente de que não tem musculatura para encarar os gigantes do atual partido, ele agora busca abrigo em uma legenda nanica, tentando desesperadamente garantir sua sobrevivência política através da base governista.
A memória dos bastidores é curta, mas os números não mentem: em 2022, mesmo operando com toda a estrutura da máquina na mão, Figueiredo sofreu uma derrota retumbante nas urnas. Agora, com o mandato do seu padrinho político, o governador Mauro Mendes, se aproximando do fim, o deputado corre contra o tempo. Enquanto Janaina Riva tenta pregar união, o jogo de xadrez em Cuiabá mostra que Gilberto sabe que, sem o apoio direto da cúpula e em um partido grande, suas chances em 2026 são nulas.


