O veterano Clóvis Figueiredo Cardoso, velho aliado do cacique aposentado Carlos Bezerra e de Teté Bezerra, voltou à cena política como gerente de produção da TV Assembleia, cargo comissionado para o qual foi nomeado em fevereiro deste ano. No ano passado, Clóvis havia sido exonerado da Secretaria Estadual de Agricultura Familiar após a repercussão da Operação Suserano, investigação sobre um esquema que movimentou mais de R$ 25 milhões. A trajetória de Clóvis simboliza o estilo do MDB de Bezerra: garantir espaço e “boquinhas” para seu grupo histórico em qualquer governo, ainda que sob desgaste. Além disso, Clóvis não tem voto, liderança ou contato com a base política, reforçando a imagem de quadro burocrático de partido sem representatividade popular. E, convenhamos, se entende de televisão deve ser apenas para comentar as novelas, porque sair da Agricultura Familiar direto para a TV Assembleia é uma virada de posição tão absurda quanto trocar enxada por controle remoto. Agora, cabe à deputada Janaína Riva, recém-empossada no comando do partido, a missão de renovar os quadros e colocar fim ao ciclo dos mesmos nomes que insistem em se perpetuar na política.



