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Cuiabanos vão sofrer em 2026: Prefeitura cria nova base de cálculo e IPTU vai disparar

Os moradores de Cuiabá podem se preparar para um duro impacto no bolso a partir de 2026. Um projeto enviado pela Prefeitura à Câmara Municipal cria uma nova base de cálculo do IPTU, na prática, uma nova Planta Genérica de Valores (PGV), e deve provocar aumento significativo do imposto cobrado dos contribuintes.

Embora o texto não utilize oficialmente o termo PGV, o efeito é o mesmo: a Prefeitura passa a recalcular o valor dos imóveis com base em preços de mercado, o que tende a inflar o chamado valor venal e, consequentemente, o IPTU. Quanto mais valorizado o imóvel, maior será o imposto pago pelo cidadão.

Pelo projeto, o Executivo fica autorizado a atualizar esses valores por decreto, usando critérios como localização do imóvel, infraestrutura do bairro, padrão da construção, tamanho do terreno e até tecnologias como imagens de satélite e inteligência artificial. A atualização poderá ocorrer a cada três anos e não ficará limitada à inflação, abrindo espaço para aumentos reais do imposto.

Na prática, isso significa que milhares de cuiabanos que hoje pagam IPTU com valores considerados “defasados” passarão a ser cobrados com base no preço real de mercado. O resultado será um IPTU mais caro, especialmente para imóveis residenciais em áreas valorizadas da capital.

Apesar de o projeto prever isenção para imóveis de baixo valor venal, a maior parte da população deve sentir o impacto. A própria proposta admite que a simples correção inflacionária não reflete a valorização dos imóveis, deixando claro que a intenção é reajustar para cima a base de cálculo.

A nova regra passa a valer no exercício seguinte à aprovação da lei, abrindo caminho para que o IPTU de 2026 venha mais pesado, em um cenário já marcado por custo de vida elevado e dificuldades financeiras para muitas famílias cuiabanas.

O projeto ainda será analisado pelos vereadores, mas se aprovado como está, o aviso está dado: o IPTU de Cuiabá pode virar mais um peso no orçamento do cidadão em 2026.

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