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Crise no Alencastro: Abílio despreza Vânia, lembra caso da maca e afirma que a vice “não tem função administrativa nem conhecimento de orçamento”

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), reagiu com ironia às cobranças da vice-prefeita Coronel Vânia Rosa (Novo), que questionou o sumiço de R$ 3 milhões previstos para seu gabinete em 2025. Em tom de deboche, Abílio afirmou que “não é na maca que vai estar o dinheiro”, relembrando o episódio em que encontrou uma maca no gabinete de Vânia quando ela era secretária de Mobilidade Urbana — situação que, segundo ele, motivou sua exoneração à época. A fala expôs o nível de desprezo e desconfiança do prefeito em relação à vice, com quem mantém uma relação política cada vez mais deteriorada.

Abílio negou que tenha havido retaliação ou esvaziamento político contra Vânia, dizendo que a ausência de recursos no gabinete da vice decorre da nova estrutura administrativa, que incorporou as despesas dos gabinetes do prefeito, da vice e da primeira-dama à Secretaria de Governo. No entanto, o tom adotado pelo prefeito — repleto de sarcasmo e insinuações — evidenciou o conflito interno e o pouco caso com que trata a parceira de chapa. Ao afirmar que a vice “não executa despesas e nem precisa ter equipe se não colabora com a gestão”, Abílio reforçou o isolamento político de Vânia dentro da Prefeitura.

Em mais uma demonstração de menosprezo, o prefeito declarou que o cargo de vice “não é uma função, é apenas uma disponibilidade”, e que a vice só deve atuar “se o prefeito vacar o cargo”. Ao final, Abílio atribuiu as críticas de Vânia à “falta de conhecimento sobre a lei orçamentária” e ao “mau assessoramento” que ela recebe. O episódio revela o desalinhamento total entre prefeito e vice, e como o discurso de Brunini tenta transformar uma disputa política em humilhação pública — deslegitimando o papel institucional da vice-prefeita e ridicularizando sua atuação.

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