Mato Grosso sofreu um severo retrocesso institucional em sua política de segurança, caindo nove posições e amargando a 23ª colocação entre as 27 unidades da federação no Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O principal fator para esse “tombo” foi o desempenho crítico no combate à violência doméstica: o estado ocupa a última posição do Brasil (27º lugar) no indicador de feminicídios, registrando em 2025 o maior número de mortes de mulheres dos últimos cinco anos, com 52 casos confirmados pelo Observatório Caliandra (MPMT).
Além da violência de gênero, a queda no ranking foi impulsionada pelo alto índice de ocorrências classificadas como “mortes a esclarecer” e pelo aumento expressivo na violência sexual, com cidades do interior figurando entre as mais perigosas do país. Embora o estado apresente um ponto positivo isolado na gestão prisional — sendo o 2º melhor do país no combate ao déficit de vagas em presídios — essa eficiência no sistema carcerário não tem sido suficiente para frear a letalidade nas ruas ou melhorar a percepção de segurança, que hoje é um dos maiores gargalos para o desenvolvimento socioeconômico mato-grossense.


