A véspera de Natal em Cuiabá foi marcada por episódios de extrema violência que reforçam a sensação de insegurança e a tese de que o governo Mauro Mendes perdeu o controle sobre a ordem pública. O assassinato brutal de um jovem venezuelano, morto a facadas dentro de sua própria residência, e a audaciosa prisão de um suspeito de coagir jurados em um tribunal do júri revelam que as facções criminosas estão operando sem temor às autoridades. O avanço do crime organizado sobre o sistema judiciário é visto por especialistas como o estágio mais crítico da falência das políticas de segurança do Estado.
Enquanto a criminalidade avança, a população da capital ainda precisa lidar com o descaso em serviços básicos, como a falta d’água crônica em bairros como o Tijucal, aumentando o clima de revolta e desamparo social. O aumento nos índices de homicídios e a interferência direta de criminosos no rito da justiça desenham um cenário de caos que a atual gestão estadual não consegue conter. Para os moradores, a promessa de um Mato Grosso seguro se distancia da realidade, dando lugar ao medo e à percepção de que as forças de segurança pública estão sendo subjugadas pela criminalidade crescente.


