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Crepúsculo Político: Margareth Buzetti encerra mandato como interina sob a sombra do lobby e do silêncio

A passagem de Margareth Buzetti pelo Senado Federal, na vaga do ministro Carlos Fávaro, encaminha-se para um desfecho marcado pela controvérsia e pela ausência de brilho próprio. Em seus últimos dias de mandato, a suplente — que nunca passou pelo crivo direto das urnas como titular — optou por um papel melancólico: o de articuladora de bastidores para blindar o governo de Mato Grosso. Ao atuar intensamente no gabinete do senador Alessandro Vieira para barrar a convocação do ex-governador Pedro Taques na CPI do Crime Organizado, Buzetti carimba sua trajetória com o selo do cerceamento. Sua energia final foi gasta não em pautas de interesse público, mas na tentativa de abafar o depoimento sobre o escandaloso acordo de R$ 308 milhões da Oi e o caso dos consignados, temas que assombram a gestão Mauro Mendes.
Ao se colocar como barreira contra a transparência, a parlamentar interina deixa o Congresso Nacional de forma fúnebre, sendo apontada por críticos como uma figura meramente instrumental aos interesses do Palácio Paiaguás. O esforço para calar Pedro Taques na CPI é o coroamento de uma gestão sem empatia popular, onde o lobby prevaleceu sobre o dever de fiscalização. Sem capital político próprio e marcada por uma postura que muitos classificam como medíocre diante da gravidade das denúncias de desvios, Buzetti retira-se da cena política sob o peso de uma atuação que priorizou a proteção de aliados em detrimento do esclarecimento dos fatos que envolvem o dinheiro do contribuinte mato-grossense.

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