Enquanto o brasileiro trabalha cerca de cinco meses por ano só para pagar impostos e ainda enfrenta serviços públicos precários, países vizinhos como Chile e Uruguai mostram que é possível fazer mais com menos. Dados comparativos revelam que esses dois países possuem as menores cargas tributárias per capita da América do Sul, e mesmo assim mantêm bons níveis de saúde, educação, segurança institucional e qualidade de vida.
No Uruguai, por exemplo, a carga tributária gira em torno de 26% do PIB — bem abaixo dos mais de 33% do Brasil — e ainda assim o país oferece saúde pública universal, educação gratuita e políticas sociais de alto impacto. O Chile, com uma carga ainda menor (cerca de 21% do PIB), também consegue garantir estabilidade macroeconômica e avançar em reformas sociais, mesmo enfrentando desafios históricos ligados à desigualdade.
A diferença está na eficiência e na forma como o dinheiro é aplicado. Com menos impostos, mas menos corrupção, menos desperdício e mais gestão, chilenos e uruguaios vivem com mais dignidade e respeito dos seus governos. Já o Brasil, com uma das maiores cargas tributárias do continente e um dos sistemas mais injustos (onde os pobres pagam proporcionalmente mais que os ricos), segue atolado em burocracia, privilégios e falta de retorno.
A lição que vem do sul do continente é clara: não é preciso cobrar mais — é preciso gastar melhor.


