A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de Cuiabá, que deveria ser o coração técnico e jurídico do Legislativo, virou uma sala apagada — literalmente e politicamente. Presidida pela vereadora Samantha da Silva, conhecida como “Samantha do Abílio” por ser esposa do prefeito Abílio Brunini, a comissão foi desmontada em sua rotina mínima: não tem reuniões regulares, os projetos tramitam sem parecer e, segundo relatos de servidores e parlamentares, as decisões chegam prontas do Palácio Alencastro. Fontes da própria Câmara dizem que Samantha tem sido uma presidente ornamental, sem pulso, sem independência e sem presença. Seu mandato na presidência da CCJ é considerado inexistente, enquanto seu desempenho como vereadora beira o medíocre. Parlamentares admitem que perderam as esperanças na comissão, que deveria fiscalizar e barrar absurdos, mas virou instrumento de submissão ao Executivo — comandado pelo marido da presidente.


