O Governo de Mato Grosso firmou contrato superior a R$ 10,2 milhões para a instalação e manutenção de catracas, cancelas, portas restritas e sistemas biométricos na Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso, conforme publicação no Diário Oficial do Estado em 27 de janeiro de 2026. A portaria é assinada pela secretária-adjunta Radiana Kassia e Silva Clemente, e o contrato foi celebrado com a empresa Arcade Tecnologia Ltda, responsável pelo fornecimento do sistema.
O valor, digno de aeroporto internacional ou sede de multinacional, levanta uma pergunta inevitável: essas catracas dão acesso ao prédio público ou ao paraíso fiscal? Porque, a esse preço, só faltou vir com tapete vermelho, ar-condicionado celestial e senha VIP. O contrato prevê controle de acesso com biometria, licenças de software e manutenção, mas transforma um item básico de segurança em artigo de luxo bancado pelo contribuinte.
Em um estado marcado por carências estruturais em áreas como saúde, assistência social e infraestrutura urbana, o gasto milionário reforça a percepção de prioridades distorcidas do Governo de Mato Grosso. Segurança é necessária, mas quando vira vitrine de desperdício, passa a exigir explicação pública. A gestão precisa detalhar por que um sistema comum em prédios públicos virou um contrato de mais de R$ 10 milhões: trata-se de proteção legítima ou de ostentação administrativa paga com dinheiro do povo?



