“O carnaval este ano está batendo recordes de público, mandando um recado claro a essas seitas fundamentalistas que dizem se chamar igrejas e que querem destruir nossa cultura para implementar a ignorância de tiranos desvirtuados que se intitulam ‘homens de Deus’. Essas seitas perderam, e o carnaval segue forte, popular e contagiante para o povo brasileiro.” A frase, que circula nas redes sociais, traduz o clima de multidão visto nas ruas brasileiras em 2026, quando blocos e desfiles voltaram a registrar grande adesão popular.
Estimativas indicam que cerca de 65 milhões de foliões participaram das festas em todo o país, reforçando o Carnaval como uma das maiores manifestações culturais coletivas do mundo. Entre os participantes estão brasileiros de diferentes crenças e visões, inclusive muitos que se declaram cristãos — o que, pela própria composição religiosa do país, representa parcela expressiva dessa multidão. Além do caráter simbólico e identitário, a celebração movimenta turismo, economia criativa e milhares de trabalhadores, mostrando que, em uma sociedade plural e constitucionalmente laica, cultura, religião e diferentes visões de mundo seguem coexistindo e disputando espaço no debate público.


