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Café gourmet e catracas milionárias: Governo de Mauro Mendes ignora crise social e vive em bolha administrativa

Depois de instituir uma comissão para “degustação técnica” de café no Palácio Paiaguás, o Governo de Mato Grosso agora oficializou um contrato superior a R$ 10,2 milhões para instalação de catracas e sistemas de controle de acesso na Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso. As duas medidas, somadas, expõem uma gestão mais preocupada com conforto interno e sofisticação administrativa do que com as necessidades reais da população.

Enquanto faltam médicos, enfermeiros, leitos, estradas em condições mínimas e investimentos estruturantes em várias regiões do estado, a gestão do Governo de Mato Grosso escolhe priorizar café “tipo superior” e equipamentos de acesso dignos de complexos privados de alto padrão. A mensagem política é clara: há rigor extremo para o bem-estar da elite burocrática, mas tolerância com a precariedade enfrentada por quem depende do serviço público.

O problema não é apenas legal ou administrativo — é moral. O governo pode até cumprir formalmente a legislação, mas falha em sensibilidade social e responsabilidade política. Em vez de enfrentar gargalos históricos na saúde, educação e infraestrutura, prefere investir em símbolos de uma gestão isolada da realidade. A sucessão de gastos desse tipo reforça a percepção de que o governador governa dentro de uma bolha, distante da vida concreta dos mato-grossenses.

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