Na campanha eleitoral, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que daria fim à chamada “indústria das multas” na capital. O discurso evoluiu: primeiro: que encerraria o modelo, depois recuou afirmando que removeria “alguns pontos”, e, no fim, não desligou nenhum radar da cidade.
O ano virou, o mandato começou, e o cenário seguiu da mesma forma. Nenhum equipamento foi desativado, nenhum radar foi removido e a fiscalização eletrônica permaneceu operando normalmente em todas as avenidas e vias monitoradas.
E, agora, no fechamento de 2025, o resultado chama atenção: Abilio terminou o ano com R$ 81.532.815,57 milhões arrecadados apenas em multas de trânsito, todas provenientes dos mesmos radares que ele próprio classificava como “caça-níqueis” durante a campanha.
Em vídeos e declarações públicas, o prefeito repetiu inúmeras vezes que os radares eram máquinas de arrecadação e não instrumentos de segurança viária. Ainda assim, os números mostram que a fiscalização eletrônica foi mantida e ampliou o caixa da prefeitura, contrariando a narrativa de desmonte da estrutura.


