A suplente de senadora Margareth Buzetti (PP) deixou a coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (8), em Cuiabá, após um embate direto com o prefeito Abilio Brunini (PL), durante discussão sobre a tributação do ISS (Imposto Sobre Serviço). Visivelmente contrariada, ela afirmou que foi alvo de acusações genéricas e se sentiu desrespeitada pelo gestor, que insinuou que o voto dela no Senado teria contribuído para uma escalada de impostos municipais.
Abilio afirmou que, quando ocupava o cargo de senadora, Buzetti teria votado na reforma tributária que poderia elevar o imposto sobre consumo e serviços (IVA federal) a 27%, com arrecadação destinada à União, supostamente com apoio dela e do senador Jayme Campos. A declaração, porém, foi contestada imediatamente pela suplente, que classificou a fala como uma tentativa de transferir responsabilidade indevida ao município.
“Ele sabe por que eu votei: para defender Mato Grosso, tentando destravar o Fethab. Não votei para levar a culpa por aumento de imposto municipal”, rebateu Buzetti.
“Fantasma? Estou desde 1987 com o mesmo CNPJ”, criticou ela, ao citar que o prefeito acusou o Distrito Industrial de abrigar empresas fantasmas.
O clima esquentou quando ela confrontou o prefeito por outra declaração recente, em que Abilio disse que o Distrito Industrial abriga muitas empresas fantasmas, CNPJs registrados apenas em “salinhas” para pagar menos ISS, sem operar fisicamente na região. A suplente afirmou que se sentiu diretamente atingida, e reagiu:
“Você me chamou de fantasma. Eu estou desde 87 com o mesmo CNPJ. Desde 87 aqui, com o mesmo CNPJ. Isso é desrespeito com quem produz e gera emprego.”
Defesa da reforma tributária por interesse do Estado
Buzetti explicou à imprensa que não houve votação para elevar ISS a 27% no Senado, mas sim uma reforma tributária sobre consumo, que ajustou a alíquota municipal de 3% para 5% em algumas faixas fora do Simples Nacional.
Ela ainda reafirmou que sua atuação no Senado sempre foi alinhada aos interesses de Mato Grosso, mesmo sob resistência política.


