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BRT da maquiagem: Mauro Mendes rasga Cuiabá, atrasa a obra e sairá para a eleição

O governador Mauro Mendes caminha para encerrar seu mandato deixando como legado um trauma urbano: ao arrancar o VLT — que já estava avançado, com trilhos, estações e projeto estruturante — ele condenou Cuiabá e Várzea Grande a um experimento fracassado. O BRT prometido não será entregue como sistema, mas como um amontoado de trechos desconexos, com vias rasgadas, comércio penalizado e a cidade transformada em canteiro permanente. O que se vendeu como modernização virou sinônimo de descontinuidade, improviso e desprezo pela vida urbana.

Às vésperas de deixar o cargo em abril para disputar o Senado, Mendes prepara a maquiagem: tapa buracos, retoques pontuais e discurso de “obra andando”. A realidade é outra. Trechos centrais — como Getúlio Vargas, Isaac Póvoas, Prainha e Fernando Corrêa — ficarão inacabados, ainda mais com o calendário das chuvas que paralisa frentes de serviço. Não é começo, não é fim: é abandono travestido de entrega. Cuiabá e Várzea Grande ficam como cobaias de erros administrativos, enquanto o governador sai de cena empurrando o problema — e a conta — para o próximo gestor.

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