O deputado estadual Eduardo Botelho, que recentemente passou a criticar o prefeito de Cuiabá Abílio Brunini e o ex-prefeito Emanuel Pinheiro sob a acusação de “criar cargos para acomodar interesses políticos”, carrega um histórico que enfraquece sua própria narrativa. Durante os anos em que presidiu a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a estrutura da Presidência da Casa registrou cerca de 300 servidores comissionados, número revelado pelo Portal da Transparência da ALMT e amplamente citado em reportagens locais sobre o crescimento explosivo de cargos de confiança no período.
Os dados oficiais indicam que, sob o comando de Botelho, o número de cargos vinculados diretamente à Mesa Diretora saltou de pouco mais de uma dezena para centenas, configurando um crescimento superior a 2.000% e estabelecendo um recorde histórico de nomeações. O mesmo modelo de estrutura que hoje ele condena em adversários foi precisamente aquele que marcou sua gestão à frente do Legislativo estadual, levantando questionamentos sobre a coerência e a autoridade moral de seu atual discurso.


